quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Bolsa de Valores – Um caminho

Iniciando minha participação nesse blog transcrevo abaixo minha caminhada pelo mundo da bolsa de valores bem como minhas crenças a respeito dela:


Quem nunca ficou maravilhado com os filmes americanos que tinham como assunto principal ou pararelo a Bolsa de Valores. Eu ficava! Ao mesmo tempo que achava incompreensível achava maravilhoso. As perguntas pipocavam na minha cabeça de uma forma avassaladora. Com o tempo esquecia o assunto e voltava ao meu cotidiano.

Em meados de 2003, por ocasião do destino, me deparei com um livrinho chamado “Pai Rico Pai Pobre”. Foi por mérito deste livro que tive meus horizontes abertos, apesar, de que, esses, mesmo sendo óbvios, não eram praticados, nem tampouco, enxergados. É mais ou menos a estória do “como não pensei nisso antes”. Para quem não conhece o livro, basicamente ele trata de educação financeira. É baseado na diferença da educação financeira dada por uma família de classe média e uma família de classe alta para com seus filhos. Simplificadamente, a família de classe média ensina seus filhos a estudar e ter um bom emprego, enquanto que, a família de classe alta ensina-os a usar as oportunidades de ganhar dinheiro. Ressalte-se que este livro não é um primor literário, mas, se tornou um best-seller exatamente pela simples razão de chamar atenção para um fato tão óbvio.

Nesse ponto me foquei na palavra “oportunidades”. Mas como? Como vou saber identificá-las? Onde elas estão? O que, na época, me pareceu mais ao alcance foi a Bolsa de Valores. Em 22 de outubro de 2004 ás 04:14 da tarde executei minha primeira ordem de compra de ações. Não conhecia nada do assunto, apenas meti a cara e fui em frente. Eram ações da goll4 (Gol Linhas Aereas), na época, executada a R$27,70. Seguiram-se compras de lame4 (Lojas Americanas), prga4 (Perdigão), plim4 (hoje netc4 ou Globo Cabo). Fui comprando vários papéis, sem, nem mesmo, saber o que era uma análise fundamentalista ou análise técnica. Parece insano não acham? A primeira venda se deu em 27 de outubro de 2004 das mesmas goll4 no valor de R$29,00. Caramba, 4,48% em 5 dias! Vale dizer que 2004 foi um ano que a bolsa subiu bastante sem muitas turbulências. Deslumbrado, segui minha caminhada de aprendizado, à qual, obviamente vieram as perdas. E, por pior que possa parecer, é nas perdas que se aprende. Ainda mais quando se trata de dinheiro ganho ao custo de trabalho duro.

Hoje em dia, depois de um aprendizado maciço, passando, na prática, por todo o tipo de operações possíveis de se fazer na bolsa (ações, opções, mercado futuro, cambial, comodities), bem como, leituras, estudos, troca de informações com especialistas, etc, me considero um investidor consciente. Nível esse, que, no meu caso, somente foi alcançado devido à insanidade mencionada acima, ou seja, prática de mercado. Acredito fortemente que, um bom investidor, necessita dessa prática, sem a qual, se torna um teórico, ou, um investidor que coloca dinheiro no mercado ao invés de tirá-lo do mercado, em seu proveito.

Essa crença se baseia no simples fato de que, um investidor, ao colocar seu dinheiro em um investimento, considerado por muitos “de risco”, irremediavelmente está envolvendo um sentimento inerente às pessoas chamado emoção. A emoção diferencia um investidor experiente de um novato ou teórico. Os investimentos em ações devem ser feitos friamente, quase que mecanicamente, com decisões pré-determinadas e planejadas. Chegando a tornar-se algo maçante em determinados momentos. Deriva-se desse fato a enormidade de estratégias de investimentos existentes, as quais, cada investidor tem a sua, ou, as suas, dependendo do perfil em questão. O perfil de investimento é determinado exatamente perante o fator emoção de cada pessoa. Em outras palavras, o quanto cada pessoa aceita perder tendo-se traçado o tempo e o valor do investimento, e, principalmete, o potencial de ganho.

Hoje tenho em mente, que dentro de poucos anos a bolsa de valores estará totalmente desmistificada devido à grande possibilidade de ganhos frente a renda fixa e/ou poupança tradicionais. Adicionalmente ao grande esforço que está sendo feito pelas instituições financeiras em prol do investimento seguro em Bolsa de Valores. Aliado a isso, com a crescente exposição na mídia de notícias relacionadas à Bolsa de Valores, o grau de emoção das pessoas tende a diminuir, no que concerne a investimentos nesse setor. Me arrisco a dizer, inclusive, que, até mesmo o mais conservador dos investidores, irá reservar parte de seu capital para a renda variável.

Me alonguei um pouco nesse artigo mas achei interessante dar meu testemunho. No próximo estarei relatando qual as estratégias de investimento eu acredito serem as melhores, o mundo maravilhoso das opções e suas armadilhas, os papéis chamados “mico”, etc. E segurem-se porque essa alta de hoje foi um pouco enganosa. Deve demorar um pouco ainda para retomarmos a alta até o topo histórico.

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